Acompanhamento farmacoterapêutico em drogarias

PUBLICADO EM 18 de fevereiro de 2019

Não é difícil encontrar pacientes que, mesmo após as orientações realizadas por médicos durante uma consulta e pelo farmacêutico no momento da dispensação do fármaco, ainda não faça o uso correto dos medicamentos em casa.

Para evitar qualquer problema de saúde decorrente do uso indevido de medicamentos, o acompanhamento farmacoterapêutico entra como aliado, oferecendo um serviço que tem o objetivo de evitar o uso inadequado
do fármaco e melhorar a saúde do paciente.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso incorreto de medicamentos é um problema de saúde que atinge 50{920aa75a12aa4eb974d652ab0388c3d48062ed2a9785409385db19e0ab6cffba} dos usuários de medicamentos em todo o mundo. Dados da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma) apontam que cerca de 20 mil pessoas morrem no País devido à prática da automedicação.

Neste contexto, o acompanhamento farmacoterapêutico se enquadra como um serviço clínico executado por um farmacêutico e visa ajudar o paciente a fazer o uso correto de medicamentos para garantir a sua saúde, bem-estar e qualidade de vida.

O acompanhamento farmacoterapêutico integra o conjunto de práticas da atenção farmacêutica e busca os melhores resultados da farmacoterapia a partir de uma assistência próxima sobre uso correto do uso dos medicamentos, monitoramento frequente do tratamento e foco nas necessidades clínicas individuais do paciente. Esse processo,
divide-se em 4 etapas:

1ª etapa:
A primeira consulta tem o objetivo de coletar dados do paciente sobre o seu histórico de saúde e de uso de medicamento e conhecer a sua rotina e necessidades clínicas. É importante verificar se o paciente fez consulta ao médico anteriormente e avaliar minunciosamente os medicamentos prescritos.

2ª etapa:
A partir da avaliação dos dados coletados na consulta, o farmacêutico identifica problemas relacionados ao uso dos medicamentos para traçar um plano de cuidados. Todas as informações coletadas e geradas para o paciente precisam ser documentadas.

3ª etapa:
O farmacêutico estabelece um plano de cuidado para apresentar ao paciente. Esse plano deve ser executado com o monitoramento do profissional de saúde. Oriente o paciente sobre o uso correto o medicamento e todas possíveis reações adversas, interações medicamentosas que podem ocorrer a partir do uso incorreto do fármaco. É fundamental que o farmacêutico coloque no papel todas as orientações feitas oralmente, é um recurso imprescindível para que o paciente não esqueça ou confunda as instruções. Também é muito importante trabalhar de forma integrada com o médico do paciente e reportar a ele o plano de cuidado e as intervenções sugeridas.

4º etapa:
Programar consultas periódicas para acompanhamento e avaliação de resultados. O grande desafio é fazer com que o paciente faça uma adesão plena do plano de cuidado. O paciente precisa incorporar na vida dele a importância de fazer o uso correto do medicamento em casa, dando continuidade no tratamento de acordo com a recomendação
do farmacêutico.