Farmacêutico se torna ‘peça-chave’ contra a automedicação durante a pandemia

PUBLICADO EM 10 de novembro de 2020

Profissional pode prescrever alguns medicamentos e realizar acompanhamento dos pacientes

Com a pandemia do novo coronavírus, o risco da automedicação aumentou consideravelmente. Diante deste cenário, o farmacêutico tem um papel muito importante na informação e conscientização acerca do uso correto de medicamentos, podendo auxiliar pacientes que estão temorosos por conta da Covid-19. Esses profissionais, inclusive, podem prescrever remédios de baixa complexidade.

“O farmacêutico é o principal personagem desse processo. É a pessoa indicada para fazer o acompanhamento farmacoterapêutico. A automedicação, principalmente em tempos de pandemia, está mais comum. As pessoas, por medo ou falta de informação, se automedicam achando que podem se prevenir da Covid-19 e/ou de outras doenças. Muita gente acaba estocando medicamentos, e há uma preocupação dos farmacêuticos em orientar o uso desses remédios”, explica Anderson Barros, diretor administrativo do Grupo ABS Farma, referência em distribuição de medicamentos no Norte e Nordeste.

No Mato Grosso do Sul, o deputado Eduardo Botelho (DEM), presidente da Assembleia Legislativa, criou um projeto de lei que obriga farmácias e drogarias a alertarem sobre a automedicação. Se a nova lei for aprovada, os estabelecimentos deverão expor o alerta em local visível, próximo ao local de venda dos medicamentos. A placa informativa, com tamanho considerável, deverá conter a seguinte informação: “A automedicação pode ser perigosa para a sua saúde. Não adquira medicamentos sem prescrição médica ou sem orientação do farmacêutico”.

“O objetivo é alertar e conscientizar a população sobre os riscos da automedicação por meio de placa informativa contendo o mesmo alerta que consta nas bulas dos medicamentos, conforme regras do Ministério da Saúde. Infelizmente, no atual cenário em que a população mundial está passando, com a pandemia de Covid-19, tem sido recorrente a automedicação por pessoas que buscam remédios conforme a conveniência e a medicação sem qualquer prescrição ou orientação médica”, disse o deputado ao Portal Panorama Farmacêutico.

Várias farmácias estão realizando atendimentos de maneira remota, através de telefone ou WhatsApp, por exemplo. O ideal é sempre buscar ajuda profissional. “O paciente deve entrar em contato em caso de dúvidas e o farmacêutico vai, se necessário, fazer a troca do medicamento ou encaminhar para um médico”, complementa Anderson Barros.